O mundo está sendo reorganizado e o Brasil está no meio disso tudo, queira ou não. Alianças de décadas estão se desfazendo, impérios estão caindo, rotas comerciais mudando de dono e nossas dependências estão ficando cada vez mais expostas para todo mundo ver.
Washington decide o preço do remédio em Recife, Bruxelas trava o que o produtor brasileiro coloca no porto e, ao mesmo tempo, o minério que sai do Pará alimenta disputas globais que o noticiário não pode ou não consegue explicar. A geopolítica não é um conceito abstrato; ela define se o trabalhador terá dinheiro no bolso no fim do mês.
A mídia tradicional trata esses eventos como um espetáculo distante entre grandes potências. O Imperativo olha para o outro lado: o que sobra para o Brasil nessa divisão de lucros e prejuízos. Não temos fontes anônimas em gabinetes nem acesso a coquetéis de embaixadas. Trabalhamos com dados e uma análise que não deve favor a ninguém.
Nossa perspectiva é a de quem sofre o impacto das decisões estrangeiras sem ter tido direito a um voto. De quem acredita que o Brasil precisa, finalmente, decidir o próprio destino.
Em nome do povo trabalhador.